Home Goiás Para unir toda direita, Bolsonaro pode apoiar Ronaldo Caiado para presidente da República

Para unir toda direita, Bolsonaro pode apoiar Ronaldo Caiado para presidente da República

by Rosana

O realismo político sugere que Jair Bolsonaro banque um vice para Ronaldo Caiado e mantenha Tarcísio de Freitas na disputa pela reeleição em São Paulo.

Ronaldo Caiado e Jair Bolsonaro: juntas, as direitas podem vencer Lula da Silva no primeiro turno | Foto: Divulgação

O bolsonarismo está numa encruzilhada das mais perigosas, em termos políticos. Se apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para presidente, retirando-o de uma reeleição praticamente garantida, pode acabar perdendo o controle do Estado mais rico do país.

Tarcísio de Freitas não tem um sucessor à altura em São Paulo. Gilberto Kassab articula como poucos, mas não é bom de voto. Ele parece o Fernando Haddad do PSD. Não tem sal. Nem açúcar. É insosso. Bom para ajudar a governar, mas, para ganhar uma eleição para governador, precisa ser popular.

Então, se candidato a presidente da República, Tarcísio de Freitas corre o risco de ser derrotado tanto pelo presidente Lula da Silva, do PT, quanto pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil.

Ao contrário do que alguns bolsonaristas pensam, o discurso de Ronaldo Caiado, notadamente sobre segurança pública, vem sendo examinado com atenção pelos brasileiros de todos os Estados. Ele é visto como o governador que resolveu o problema emergencial da segurança em Goiás. Sobretudo, ele tem dados para mostrar o que fez e faz. Não é um teórico. Há resultados positivos, e não apenas na segurança (por sinal, em termos de segurança, São Paulo vai muito mal. O PCC é onipresente no Estado). O governo vai bem nas áreas de educação, saúde e social.

Se perder o Brasil, a Presidência, e São Paulo (o Estado é mais rico do que a Argentina de Javier Milei), o governo, o bolsonarismo, distante do poder, ficará enfraquecido, de maneira substancial, para disputas futuras.

Tarcísio de Freitas e Lula da Silva: o governador de São Paulo talvez seja light demais para enfrentar um peso-pesado como o presidente | Foto: Secom da Presidência da República

O jogo de Jair Bolsonaro e Ronaldo Caiado

Jair Bolsonaro pode ser muitas coisas, até golpista, mas não é nenhum néscio. Por isso, por realismo, acabará por reabrir conversações com Ronaldo Caiado.

Há dois cenários básicos para a direita. Totalmente unida, com um único candidato, tem condições de vencer Lula da Silva no primeiro turno (ter condições, frise-se, não equivale a garantir que o petista não tem chance de ser reeleito). Talvez por uma margem pequena.

Porém, se forem para a disputa divididas em 2026, daqui a um ano e seis meses, as direitas até conseguirão colocar um candidato no segundo turno. Mas há a possibilidade de ir, por causa da divisão, em segundo lugar, ou seja, atrás de Lula da Silva. O que poderá acarretar uma expectativa de poder positiva para o petista-chefe. Inclusive para formatar novas alianças.

Jair Bolsonaro e Ronaldo Campos, que são políticos hábeis, sabem que o Lula da Silva de 2026 certamente não será o mesmo de 2025. Os pacotes de “bondades”, sobretudo se garantirem o aumento do consumo, com a redução da carestia, podem surtir efeito e beneficiar o petista, que, como os dois citados antes, é um profissional da política. Ele não está quieto. Está perdendo o jogo. Mas está movendo as peças para ver se ganha (popularidade) adiante.

Então, se Tarcísio de Freitas ficar em São Paulo, para garantir o poder num Estado-país, Bolsonaro poderá apoiar Ronaldo Caiado para presidente da República? O realismo político sugere que sim. O realismo, frise-se. Mas há, claro, a fogueira das vaidades.

Resta saber se Bolsonaro será abnegado o suficiente para apoiar um candidato independente, que, apesar de ser leal aos aliados, é firme e não aceita tutela. Ronaldo Caiado é um candidato para ganhar, se contar com apoio substancial, mas também para governar de maneira competente, reorganizando o país.

Entretanto, se planeja realmente derrotar Lula da Silva, a principal missão de Bolsonaro, se efetivamente se comportar como líder, será unir todas as direitas. Diz-se que o ex-presidente planeja eleger 54 senadores. É possível? Difícil, mas não impossível. Para tanto, é preciso fazer alianças em todos os Estados. Em Goiás, se estiver aliado com Daniel Vilela, pré-candidato do MDB a governador (apoiado por Ronaldo Caiado), o bolsonarismo terá condições de eleger um senador, por exemplo, o vereador Major Vitor Hugo (PL), o verdadeiro bolsonarista-raiz de Goiás. (E.F.B.)

Fonte:Zap Catalão

Com informações: Jornal Opção

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