Roman citou as estimativas da AtlasIntel, que colocam Daniel próximo do patamar necessário para uma vitória no primeiro turno. “Nas nossas estimativas, hoje, o Daniel Vilela está com em torno de 48% dos votos válidos”, afirmou, sem, no entanto, dar como certa a vitória antecipada. “É possível, plausível, que a eleição seja definida apenas no segundo turno”, afirmou.

Na hipótese de segundo turno, Roman apresentou uma avaliação ainda mais favorável ao emedebista. “No segundo turno, o Daniel Vilela tem quase 100% de chance de vencer”, declarou. O fundador da AtlasIntel relacionou a análise à tendência de redistribuição dos votos dos candidatos que ficariam fora da disputa. Ao tratar especificamente de um eventual confronto com Wilder, afirmou: “A redistribuição dos eleitores do Marconi faz com que o Wilder não tenha chances reais, do meu ponto de vista, no segundo turno”.

Na pesquisa divulgada pelo instituto em 3 de setembro, Daniel tinha 48,1% dos votos válidos. No cenário que inclui brancos, nulos e indecisos, registrava 43,5%, contra 20,1% de Wilder Morais (PL), 16,1% de Marconi Perillo (PSDB) e 10,7% de Luis Cesar Bueno (PT).

O último levantamento da AtlasIntel testou três cenários de segundo turno. Daniel registrou 53,7% contra 28,9% de Wilder; 57,2% diante de 25,6% de Marconi; e 60,2% contra 16,2% de Luis Cesar. A pesquisa ouviu 1.214 eleitores entre 27 de agosto e 1º de setembro, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número GO-05293/2026.

Ao analisar as razões para o cenário encontrado em Goiás, Roman apontou o Estado como uma exceção diante da perda de espaço dos partidos de centro em eleições majoritárias pelo país. “Goiás é uma das exceções, é uma ilha”, afirmou. Na avaliação do cientista político, um dos fatores é a alta aprovação do grupo que governa o Estado e a transferência de capital político do ex-governador Ronaldo Caiado para Daniel. “Isso, então, tende a beneficiar uma manutenção do grupo político aqui no Estado”, disse.

Sobre a disputa nacional, o CEO da AtlasIntel preferiu não arriscar um eventual vencedor e disse que o cenário é bastante imprevisível, dada a polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Fonte: Diário Central