Pedido aponta suposta falta de quitação eleitoral; defesa afirma que informações utilizadas pelo Ministério Público estão desatualizadas.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou, na segunda-feira (17), pedido de impugnação do registro da candidatura de Marconi Perillo (PSDB) ao Governo de Goiás nas eleições de 2026.
Segundo o MPE, o ex-governador não atenderia, neste momento, a um dos requisitos de elegibilidade por suposta falta de quitação eleitoral relacionada a multas eleitorais pendentes. A ação foi assinada pelo procurador regional eleitoral Everton Aguiar.
A manifestação do Ministério Público teve como uma das bases uma certidão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na qual Marconi aparece como “não quite” com a Justiça Eleitoral. O MPE também citou registros de multas no sistema Sisconta Eleitoral e defendeu que, enquanto houver inadimplência de sanções aplicadas definitivamente, o registro da candidatura não deve ser concedido.
Defesa contesta pedido
A defesa de Marconi Perillo contestou a impugnação e afirmou que o pedido do MPE foi baseado em informações desatualizadas.
Segundo os advogados, uma Certidão Circunstanciada emitida pelo Cartório da 20ª Zona Eleitoral atesta que o candidato está quite com a Justiça Eleitoral. A defesa também afirma que os pagamentos parcelados de multas estão sendo cumpridos regularmente.
Os advogados sustentam ainda que parte das informações utilizadas pelo MPE seria referente a uma situação anterior e que os dados atualizados já estariam disponíveis na Justiça Eleitoral.
A defesa informou que apresentará contestação formal e espera que o Ministério Público reconheça o que considera um equívoco e retire a impugnação.
Decisão caberá à Justiça Eleitoral
O pedido do MPE não significa que a candidatura de Marconi Perillo esteja indeferida. A ação será analisada pela Justiça Eleitoral, que deverá avaliar os argumentos apresentados pelo Ministério Público e pela defesa do candidato antes de decidir sobre o registro.
O caso acrescenta mais um capítulo à disputa pelo Governo de Goiás em 2026 e coloca a situação eleitoral de Marconi no centro do debate jurídico durante o período de registro das candidaturas.




