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Marconi é chamado a depor em CPI que investiga recursos do Jockey Club

by Rosana

Foto: Reprodução

Marconi Perillo, ex-governador de Goiás e integrante do Conselho de Administração do Jockey Club de São Paulo, foi chamado a prestar esclarecimentos à CPI que investiga a aplicação de recursos destinados à instituição.

Ex-governador de Goiás deverá prestar esclarecimentos sobre questões administrativas e financeiras relacionadas a R$ 83,6 milhões em incentivos destinados à instituição paulista

O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) foi chamado a prestar esclarecimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Jockey Club de São Paulo, que apura possíveis irregularidades na aplicação de recursos destinados à restauração da sede histórica da instituição. O requerimento para ouvir o tucano foi aprovado nesta terça-feira (11), pela Câmara Municipal de São Paulo. Perillo é sócio do clube desde 2019 e integra o Conselho de Administração desde 2022.

A investigação concentra-se em R$ 83,6 milhões captados pelo Jockey entre 2018 e 2025 por meio de dois mecanismos de incentivo. Desse total, R$ 22,4 milhões foram obtidos pela Lei Rouanet, enquanto outros R$ 61,2 milhões vieram do programa municipal de Transferência do Direito de Construir (TDC). A CPI busca identificar se os recursos foram utilizados de acordo com as finalidades previstas e se houve irregularidades na contratação de empresas e na execução das despesas.

Entre os pontos levantados pelos vereadores estão suspeitas de notas fiscais duplicadas, contratação de empresas que, segundo as informações apresentadas à comissão, não teriam estrutura operacional compatível com os serviços contratados e gastos que não apresentariam relação direta com as obras de restauração. A apuração também menciona despesas em restaurantes, compra de vinho importado, hospedagens em hotéis de luxo no Rio de Janeiro e gastos em farmácias.

O caso também apresenta uma conexão com Goiás. Uma construtora sediada em Goiânia teria recebido R$ 11,2 milhões no âmbito dos recursos destinados ao projeto. De acordo com as informações analisadas pela investigação, porém, não teriam sido localizados escritório físico ou funcionários vinculados à empresa, circunstância que passou a integrar o conjunto de questionamentos da CPI.

A convocação de Marconi foi apresentada pelo presidente da comissão, vereador Gilberto Nascimento Jr. (PL). Conforme o requerimento, o ex-governador deverá prestar informações sobre aspectos administrativos, financeiros e patrimoniais relacionados à Transferência do Direito de Construir, além das obrigações financeiras do Jockey Club perante o município.

A CPI também investiga a situação dos débitos tributários da instituição, a alienação de potencial construtivo, eventuais passivos trabalhistas e a possibilidade de desvio de finalidade ou aplicação inadequada dos recursos obtidos por meio dos mecanismos de incentivo.

Além dos R$ 83,6 milhões que estão no centro da apuração, o Jockey Club enfrenta uma situação financeira de grande dimensão. Segundo informações da Câmara Municipal de São Paulo, a instituição é alvo de cobranças que se aproximam de R$ 1 bilhão em débitos de tributos municipais, incluindo valores relacionados ao IPTU.

Marconi Perillo já negou qualquer participação nas supostas irregularidades. Quando as investigações vieram a público, o ex-governador classificou como “leviandade absurda” qualquer tentativa de associar seu nome às suspeitas e afirmou que não participou da escolha das empresas contratadas pelo Jockey Club.

A convocação, portanto, coloca o ex-governador no centro de uma etapa da investigação que pretende esclarecer a participação de integrantes da administração do clube na gestão dos recursos e nas decisões relacionadas ao patrimônio e às obrigações financeiras da instituição. A oitiva deverá permitir à comissão confrontar as informações apresentadas na investigação com os esclarecimentos dos envolvidos.

Legenda: Marconi Perillo, ex-governador de Goiás e integrante do Conselho de Administração do Jockey Club de São Paulo, foi chamado a prestar esclarecimentos à CPI que investiga a aplicação de recursos destinados à instituição.

Fonte:Folha no Sudoeste

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